Desde 2017, o número de estudantes brasileiros que buscam oportunidades de estudo no exterior aumentou em 50%, passando de 58.000 para 89.150, de acordo com dados da UNESCO. Além disso, a ICEF estima que, em 2023/24, havia pelo menos 110.000 estudantes brasileiros estudando fora do país, incluindo aqueles em cursos de idiomas. Com 44% de sua população de 200 milhões de pessoas com idade entre 5 e 34 anos, o potencial do mercado brasileiro é vasto.
74% dos 586 agentes de intercâmbio brasileiros entrevistados pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (BELTA) entre fevereiro e abril de 2025 relataram um crescimento médio de 15% no número de estudantes no exterior em 2024, em comparação com 2023. Além disso, 80% deles esperam níveis de crescimento semelhantes para 2025, o que reforça a sustentabilidade do mercado.


À medida que mais estudantes brasileiros procuram oportunidades de estudo no exterior em uma ampla gama de mercados e programas, o papel dos agentes de intercâmbio ganha ainda mais relevância, de acordo com o Relatório de Pesquisa de Mercado BELTA Seal 2025.
De forma crucial, quase 60% dos mais de 1.700 estudantes brasileiros pesquisados separadamente afirmaram ter utilizado uma agência para garantir uma vaga em um curso no exterior, tornando as parcerias com agentes de intercâmbio cada vez mais importantes para as instituições que desejam recrutar no Brasil. As agências são uma das principais fontes de informação sobre o destino (em segundo lugar, atrás apenas do Instagram) e os estudantes confiam nelas para uma ampla variedade de serviços, desde a obtenção de seguros até o envio dos pagamentos das mensalidades.
Diante dessas dinâmicas de mercado, o que os agentes de intercâmbio e as instituições de ensino com as quais trabalham devem saber para oferecer o melhor suporte aos estudantes brasileiros? Aqui estão 5 pontos a serem considerados para entender este cenário.
1. Destinos alternativos competem com os "Big 4" à medida que estudantes consideram vistos e outros fatores
Os vistos concedidos a estudantes brasileiros nos Quatro Maiores Destinos (EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália) e na Nova Zelândia em 2024 diminuíram 33% em relação a 2023, de acordo com uma pesquisa da BONARD Education. A pesquisa observa que as taxas de concessão de visto para o Brasil permanecem altas em comparação com outros mercados sul-americanos, e os estudantes demonstram um interesse crescente em destinos alternativos, como Portugal, Alemanha, França, Espanha e Nova Zelândia. A pesquisa da BELTA também apontou um forte interesse por Irlanda, Malta e Chile.
Além da facilidade de obtenção do visto, que é inegavelmente crucial para alguns destinos, os fatores que influenciam a escolha do país incluem a qualidade de vida, as atrações naturais e culturais, a localização, bem como as recomendações de amigos e familiares.
2. Acessibilidade e confiança são cruciais, já que os estudantes dependem de agentes para uma ampla gama de serviços
Os estudantes afirmaram que escolheram agentes que eram fáceis de contatar, ofereciam serviços personalizados e lhes transmitiam confiança.
Os agentes fazem mais do que apenas aconselhar sobre cursos e ajudar com as inscrições; eles também oferecem suporte com seguro-viagem, moradia e vistos. Por sua vez, a grande maioria dos agentes (91%) também realiza pagamentos às escolas em nome de seus clientes. Especificamente:
Métodos de pagamento de agentes para as escolas (os agentes podiam escolher mais de uma opção):
- Transferência bancária (94%)
- Cartão de crédito (22%)
- 11% dos agentes ainda usam dinheiro vivo.
Mais de ⅓ deles não utiliza uma plataforma de pagamento, o que pode introduzir riscos e ineficiência no processo para todas as partes. A parceria com um provedor de pagamentos, como a Flywire, que prioriza segurança e conformidade, além de ser capaz de otimizar processos, melhora a experiência dos estudantes e agentes de intercâmbio.
3. Cursos de idiomas permanecem os mais populares, mas o ensino superior está em ascensão
Com o objetivo de melhorar suas perspectivas de ensino superior ou de emprego, os cursos de idiomas têm alta demanda entre os estudantes, especialmente os programas de inglês. Eles são os cursos mais vendidos pelos agentes e os mais escolhidos pelos estudantes, seguidos por programas de férias para jovens, ensino médio e certificados profissionais. Dito isso, o interesse por cursos de graduação e pós-graduação também está em alta, alcançando a 6ª e a 7ª posição (em comparação com a 11ª e 14ª/16ª em 2015).
4. Estudantes ainda buscam conselhos de amigos e pais, mas o impacto das redes sociais é significativo
Amigos que estudaram no exterior e pais continuam sendo os principais influenciadores de decisões, mas as redes sociais, especialmente o Instagram, estão em terceiro lugar. O papel das redes sociais como fonte de informação também está aumentando. O Instagram foi a principal fonte de informação dos estudantes sobre o país de destino. Os agentes ficaram em segundo lugar.
5. O custo é uma barreira significativa para a educação, e há grandes oportunidades para melhorar os processos de pagamento
De acordo com o relatório da BELTA, o investimento médio feito por clientes que desejam estudar no exterior é de US$ 7.238, mais de dez vezes a renda média anual no Brasil. Além disso, apesar de mais da metade dos estudantes pesquisados serem da região mais rica do país, as questões financeiras ainda impactam a capacidade dos agentes de vender cursos. Os três principais desafios que eles enfrentam são a desvalorização do Real, a queda do poder de compra e o custo mais alto da educação no exterior, independentemente das taxas de câmbio.

As dificuldades fiscais também afetam os pagamentos da região. A maioria dos agentes relatou desafios ao fazer pagamentos com altas taxas de transação ou taxas de câmbio desfavoráveis, afetando 65% deles. Outros desafios incluem opções de pagamento restritas ou falta de apoio financeiro (31%), falta de transparência em taxas ou câmbio (23%) e preocupações com segurança ou confiabilidade (20%).
O custo, a facilidade e a transparência do pagamento reduzem algumas dessas barreiras.
Navegar pelas dinâmicas únicas do mercado brasileiro de educação internacional exige a compreensão das preferências em evolução dos estudantes — desde a escolha do destino até a dependência de agentes. Ao abordar fatores críticos como os obstáculos financeiros que eles enfrentam e empregar soluções robustas como a Flywire para melhorar o custo e a transparência dos pagamentos educacionais, as instituições podem aproveitar de forma eficaz este mercado resiliente e em expansão.